Por Dr. Hélio Correia SobrinhoFisioterapeuta · CREFITO-3 79039-F · Atualizado em
A constelação familiar é uma prática criada por Bert Hellinger que propõe olhar para dinâmicas familiares e relacionais. Ela não é fisioterapia, não trata lesões nem doenças, não tem comprovação científica como tratamento de saúde e é alvo de críticas de entidades da psicologia. Por isso é oferecida separadamente, apenas para quem a procura por escolha própria, e nunca no lugar de acompanhamento médico ou psicológico.
O que é
É uma prática em que a pessoa traz um tema da sua vida e, com a ajuda de representantes ou de objetos, monta uma imagem das relações envolvidas. A proposta é observar essa imagem e o que ela desperta. Faz parte das Práticas Integrativas e Complementares reconhecidas pelo Ministério da Saúde no SUS desde 2018.
Por que ela aparece no site de um fisioterapeuta
A dor não acontece no vazio. Ao longo de mais de duas décadas de consultório, ficou claro para mim que o momento de vida, as relações e o estresse influenciam como uma pessoa sente e enfrenta a dor. A ciência da dor confirma que fatores emocionais e sociais participam da experiência dolorosa.
Isso não quer dizer que a constelação trate dor. Quer dizer que algumas pessoas desejam, além do tratamento físico, um espaço para olhar para o seu contexto. Para essas pessoas, e só para elas, eu ofereço esse trabalho.
O que é preciso saber. Não há evidência científica de qualidade de que a constelação familiar seja eficaz como tratamento de qualquer condição de saúde. Entidades da psicologia no Brasil já publicaram posicionamentos críticos sobre a prática, apontando falta de base científica e riscos quando conduzida sem cuidado. A experiência pode mobilizar emoções intensas. Ela não é psicoterapia e não a substitui.
Como é utilizada aqui
- Separada do atendimento fisioterapêutico: não faz parte da avaliação nem do tratamento da dor.
- Só por iniciativa da pessoa. Eu não indico constelação como resposta para uma queixa física.
- Com explicação prévia do que é, do que não é e dos seus limites.
Quando não deve ser utilizada
- Em situações de violência doméstica ou abuso: o caminho é a rede de proteção e o acompanhamento profissional especializado.
- Em crise emocional aguda, depressão grave, ideação suicida ou transtornos psiquiátricos sem acompanhamento. Em caso de crise, ligue para o CVV (188).
- Como substituta de psicoterapia, de tratamento médico ou de decisões jurídicas.
Se o seu motivo de procura é uma dor física, o começo é sempre a avaliação.
Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação profissional. Só uma avaliação presencial permite entender o seu caso.