Por Dr. Hélio Correia SobrinhoFisioterapeuta · CREFITO-3 79039-F · Atualizado em
A ozonioterapia usa uma mistura de oxigênio e ozônio, produzida por equipamento próprio, com finalidade terapêutica. No Brasil, é autorizada por lei como procedimento de caráter complementar. A evidência científica é limitada e varia conforme a aplicação. Por isso eu a utilizo apenas como apoio, em casos selecionados, depois da avaliação.
O que é
O ozônio medicinal é uma mistura de oxigênio com uma pequena concentração de ozônio, gerada na hora por um equipamento específico. Existem diferentes formas de aplicação, e cada profissional utiliza as que são permitidas pela sua profissão e pelo seu conselho.
O que a lei diz
A Lei nº 14.648, de 2023, autoriza a ozonioterapia no Brasil como procedimento de caráter complementar, desde que realizada por profissional de saúde de nível superior inscrito em seu conselho, com equipamento regularizado na Anvisa, e com o paciente informado de que se trata de um procedimento complementar. É assim que eu apresento: complementar.
O que a ciência diz. Existem estudos sobre ozônio em dores musculoesqueléticas, como dor lombar e artrose de joelho, alguns com resultados favoráveis. Boa parte deles, porém, tem limitações de método, e muitos avaliam aplicações feitas por médicos, como infiltrações. As entidades científicas ainda consideram a evidência insuficiente para várias indicações. Não é correto dizer que a ozonioterapia cura, regenera ou substitui outros tratamentos.
Como funciona dentro da minha abordagem
A base do tratamento da dor é a avaliação, a terapia manual e o movimento. A ozonioterapia pode ser considerada como apoio em alguns quadros dolorosos, quando a avaliação indica e quando você, informado sobre os limites do método, concorda. Se eu não vejo indicação, eu digo.
Quando pode fazer sentido
- Como complemento em quadros dolorosos persistentes, junto com os recursos que têm melhor respaldo.
- Quando o paciente já conhece o método e deseja incluí-lo, e não há contraindicação.
Quando não deve ser utilizada
- Deficiência de G6PD (favismo).
- Gestação.
- Hipertireoidismo não controlado.
- Distúrbios de coagulação ou sangramento ativo.
- Doença cardiovascular instável.
O ozônio nunca deve ser inalado: ele irrita as vias respiratórias.
Como a avaliação decide
Eu não começo escolhendo uma técnica. Começo pela avaliação: a história da sua dor, o exame físico e o que você espera do tratamento. Só depois disso fica claro se este recurso faz sentido para você, sozinho ou combinado com outros.
Fontes
- Brasil. Lei nº 14.648, de 4 de agosto de 2023. Autoriza a ozonioterapia no território nacional como procedimento de caráter complementar.
Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação profissional. Só uma avaliação presencial permite entender o seu caso.