Por Dr. Hélio Correia SobrinhoFisioterapeuta · CREFITO-3 79039-F · Atualizado em

Você já tentou se exercitar com dor e desistiu porque "doeu mais"?
Aqui está o problema: não é que movimento piora — é que movimento errado, no momento errado, sem orientação, realmente pode piorar.
Mas quando você se movimenta do jeito certo, dentro do seu limite, o próprio corpo produz substâncias que aliviam dor: endorfinas e endocanabinoides. São os mesmos mecanismos por trás do "barato do corredor" — e não, você não precisa correr maratona pra ativar isso.
O que acontece na prática: paciente chega no consultório travado, com medo de se mexer. Aos poucos, com orientação, começa a se movimentar de novo. E o alívio que sente não é só distração — é bioquímica real.
Isso não substitui tratamento. Não resolve tudo sozinho. Mas explica por que quem tem dor crônica e consegue manter movimento orientado costuma sentir menos dor, dormir melhor e recuperar função.
O erro não é se movimentar com dor. O erro é achar que todo movimento é igual, ou que dor sempre significa parar completamente.
Precisa de orientação pra voltar a se movimentar sem medo? Manda mensagem.
E no seu caso?
O que está acima vale para a maioria das pessoas, mas cada caso tem a sua história. Se essa queixa está voltando ou limitando a sua rotina, o próximo passo é uma avaliação individual. Leia também: tratamento da dor.
Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação profissional. Só uma avaliação presencial permite entender o seu caso.