Por Dr. Hélio Correia SobrinhoFisioterapeuta · CREFITO-3 79039-F · Atualizado em

Você nunca jogou tênis na vida.
Mas sente aquela dor na parte de fora do cotovelo que piora quando você:
• Torce uma roupa
• Abre uma porta
• Segura uma xícara
• Usa o mouse por horas
O médico falou "epicondilite lateral".
Você fez repouso, tomou remédio, melhorou por alguns dias.
E voltou tudo de novo.
O problema não é necessariamente falta de tratamento no cotovelo.
Pode estar faltando investigar:
• Como seu ombro participa do movimento do braço
• Se seu punho está compensando alguma limitação
• Qual movimento você repete centenas de vezes por dia
• Se a força está distribuída de maneira equilibrada
O cotovelo pode estar doendo porque está recebendo sobrecarga.
E sobrecarga geralmente vem de uma região que deixou de fazer sua parte no movimento.
Tratar apenas o ponto inflamado pode aliviar.
Mas, se o padrão de movimento continua o mesmo, a estrutura volta a ser sobrecarregada.
Quando a dor sempre retorna depois do tratamento, talvez não esteja faltando mais uma técnica.
Talvez esteja faltando uma estratégia que observe como você usa o braço inteiro durante o dia.
Dor recorrente precisa de investigação, não de mais uma tentativa aleatória.
Veja no carrossel
Ler o texto dos slides
Dor no cotovelo sem nunca ter jogado tênis?
Epicondilite lateral atinge quem você menos espera
O que é epicondilite lateral
- Inflamação dos músculos extensores do punho
- Dor na parte externa do cotovelo
- Não precisa ser atleta para ter
A maioria nunca pegou numa raquete de tênis
Quem realmente sofre com isso
+6h/dia no computador já é fator de risco alto
Computador + celular = sobrecarga dupla nos extensores
Causas além da tela
- Profissões: Carpinteiros, pintores, encanadores com ferramentas manuais
- Casa: Jardinagem, tarefas domésticas repetitivas por horas
Não é o trauma único — é a repetição constante
E no seu caso?
O que está acima vale para a maioria das pessoas, mas cada caso tem a sua história. Se essa queixa está voltando ou limitando a sua rotina, o próximo passo é uma avaliação individual. Leia também: tratamento da dor.
Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação profissional. Só uma avaliação presencial permite entender o seu caso.